domingo, maio 26, 2013



A Verdadeira Libertação



Nos ultimos dias acompanhamos com alegria e grande felicidade os discursos do Santo Padre, o Papa francisco, que com força e coragem tem falado de verdades evangeliscas, um pouco esquecidas. Sabemos que a Igreja é, e sempre foi guiada pelo Espirito Santo. O que tem falado o Papa não é nada de "novo", apenas tem nos recordado a verdadeira face e missão do pastor, de como se governa e em que se consiste o serviço. Se lermos o capítulo 10 do Evangelho de São João, encontraremos ali uma descrição do Bom Pastor, que é aquele que está junto ao seu rebanho, que protege, que guia e que vai a frente, ou seja, que com o seu exemplo de vida, aponta a direção a seguir. 




Entretanto, algumas pessoas que se dizem "defensores" dos menores e maginalizado, tem se servido dos gestos e discursos do Santo Padre, para fundamentar seus ideais ou ideologias. O que sua Santidade, o Papa está fazendo, não é nada mais daquilo que Jesus pede no Evangelho, mas não tem nada a ver com a TL (Teologia da Libertação), como cita o "teologo" L. Boff em um dos seus artigos (dia 06.05.2013), da mesma forma que ele destorce o Evangelho para fundamentar seu pensamento medíocre a respeito da "libertaçao do homem", está agora distorcendo o pensamento e palavras do Papa Francisco. A Igreja de Jesus, guiada pelo Espirito Santo, não se reduz somente a uma instituição de caridade, Ela é além disso, fazer caridade, está a serviço dos mais necessitados e porteger os seus, é apenas uma das suas caracteristicas, faz parte de sua missão. Mas a Libertação pregada por Cristo não é uma libertação socio-política, ela transcede, é uma libertação do homem-integral, que o torna verdadeiramente Filho de Deus, livre da escravidão do pecado e da morte, herdeiro do Reino dos Céu.



É essa a Boa Nova do Evangelho e que diferencia Jesus de todos os revolucionarios que se diziam "messias" de sua época. Ser Cristão, é seguir Jesus, o Evangelho e viver em comunhão com os outros irmão, com a Ecclesia, isto é, a igreja formada por cada uma de nós. Não é seguir uma ideologia reduzida a um pensamento pequeno e rasteiro. Que Deus conceda ao Santo Padre Força, Luz e coragem para continuar a guiar a Igreja, para continuar a remar e porta adiante a Barca de Pedro. 




Roma, 26 de maio,  Solenidade da Santissima Trindade, do ano do Senhor de 2013.







Diácono Acival Vidal de Oliveira